Sou pela procura da racionalização saudável das coisas transparentemente naturais que se encontram nesta que e a “gente (autentica) da minha terra."
Sou também parte dela.
Sou portuguesa do fim do mundo sem talho, sou do continente visto das ilhas, sou do norte carrancudo e grosseiro, sou da raça da fúria, sou da hora das gaivotas.
Sou pela vitória, sou pela cara queimada da minha mãe e pelo encolher dos dedos do meu pai, sou pela terra feita em cinza, sou pela conjugação perfeita do agrupamento de letras, sou pelo nacional, sou pelas fotos a preto e branco, pelo deserto e as sardinhas em lata eo vazio, sou pela força de um sustento geneológico.
Sou das quatro paredes e um alarme. Sou da gente que lá entra e sai. Sou daquele olhar castanho. Sou da água de Leça e do traçado. Sou da palha e do vidro pequeno. Sou daquelas que nunca vestiram calças e daqueles que não faltaram durante uma vida inteira de cabelos brancos, um domingo a missa. Sou das excursões e do aconchego. Sou do Leca Leca e das marcas na pele. Sou das declarações ao mundo dos muros, dos anúncios das paragens e da camaradagem das rodadas ao balcão.
Sou do outro lado. Dos que me sujaram, dos que me fizeram suar, dos que me berraram, dos que fizeram sentir a mão estendida ao sol em frente ao brasão. Sou dos que calejaram as minhas mãos e os meus joelhos. Sou também dos que me embebedaram. Sou a da cadeira ao lado.
Sou do sol a sol na nova casa, sou do palco e da plateia da gente de preto protegida pelo instrumento. Sou do braço em cima do ombro. Sou do desinmerdar, do solidário. Sou dos 527 quadrados da lógica da coordenação. Sou do espelho seco do piquenique das mãos atadas. Sou do metro quadrado do pavilhão da negra noite dos aplausos inesperados. Sou da caminhada junto a deusa e do matar a sede da pele.
Sou da capa preta com riscos brancos, dos livros A5 com altura de pelo menos quatro dedos.
Sou dos discursos não politicamente correctos e dos hinos. Sou de quem me diz não uma, outra e outra vez ate que não seja preciso dizer: orgulho que corre. Sou dos calcanhares.
Sou a equação do miolo do que esta ao pé de mim. Não: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me fallem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!(*)
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Alvaro de Campos
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Porque muito do que eu sou devo_te a ti: Tenho saudades de tudo,
do aparvalhar, "do ridiculo comico e stupido"
dos tempos negros e das caras feias
da concretização de um estagio,
de quando persistentemente e exageradamente puxava pelo cordel
da tua caixa tao fechada dos sentimentos e das recordações
faz_me falta essa tua "estranha forma de vida"
essa tua bolha actimel para o mundo
faz_me falta os DB´s em directo e ao vivo
faz_me falta a voz
as palavras certas
O sentir, o saber que dizer ou que cantar
Faz_me falta aquele sorriso
aquela boa disposição constante
Faz_me falta a tranparência dos teus actos
o teu dar as pessoas
sem que nem pra que
FAZ_ME FALTA A AUTENTICIDADE DA TUA PESSOA
"Saudade e tudo o que fica de quem nao pode ficar"
______________________________________________________ Pra que escrever nomes, aclamar aos deuses todos, citar isto e aquilo. Nao somos senso comum: BA
Interests
Favorite Music
Favorite Books
Ensaio sobre a cegueira "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso", disse José Saramago.
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Nao gosto que me digam aquilo que sabem que quero ouvir.
NOS, nao somos assim
INSURRECTA: 1.Sublevado. 2.Que está em insurreição ou faz parte dela. 3.Revolucionário em acção.
Era o estado de ansiada de alguém que quer que chegue mas não quer que acabe
O dia chegou e passou O dia levou e trouxe O dia fez e aconteceu E nos fomos e ficamos E nos nao queriamos ir NAo passar dai, ser sempre nos
Trouxe a união, trouxe o orgulho crescente, o querer ter aquelas pessoas por perto, o querer caminhar de mão dada, dar aquele abraço aquela pessoa, passar em frente a deusa e sentir o peso que levamos no corpo, trouxe o carinho, a festa a SB, o grito, o sussurrar, o aperto, o rouquidão.
Levou o lado de ca de todas as quartas, o eferrea das caves, o penalti de mão direita, o cheiro a mar e o sal entranhado, as dores nos joelhos, a reunião do PAI, os gritos, a mão esquerda, o baptismo de boca em boca de cerveja la do alto, os anjinhos de terra, o rebolar, a roda de capas de doutores, o bolo humano do matadouro, os ovos mexidos, a tartaruga aflita, a posição de elefante na rampa antes daquele discurso, os saltos que vieram disso, o encher pela casa, os velas vermelhas, os conhecer pelos sapatos, o senhor contente e o senhor feliz, o ave Maria, os tiques da Júlia, a fotografia, o ponto, o direito….
O choro desmedido de quem sente, como alguem disse antes: "so quem esteve e sentiu e que amanha..."
se sou tinta tu es tela se sou xuva es aguarela se sangue es brancareia se sou mar es mare xeia se sou ceu es nuvem nele se sou estrela es de encantar se sou noite es luz pra ela se sou dia es u luar...
soou a voz do coraçao numa carta aberta ao mundo sou o espelho de emuçao nu teu olhar prufundo sou um tudo num estante corpo dado em jeito amante sou o tempo k nao passa quando a saudade me abraça...
BEIJO O MAR AO VERTE A LUA SOU SOL EM NEVE NUA EM TODAS AS RUAS DO AMOR SERAS MEU E EU SEREI TUA BEIJO O MAR AO VERTE A LUA SOU SOL EM NEVE NUA EM TODAS AS RUAS DO AMOR SERAS MEU I EU SEREI TUA!!!!!
7/11/09 NOITE PA RECORDAR entre 4 paredes 4 primos e 1 alarme adoro te maninha
"Tu me das a mim". E viva os karaokes, viva a tasca, viva a camisola amarela, viva a corda, viva os ouriços e as grandes velocidades para trás. Seja onde for, seja km kem for, seja kmo for... NT PIMAS
oh senhora doutora...sera k a sr.doutora me dá o privilégiu d um cafe?:-)loool entao minina ocupada, tou á espera k digas kando pods marcar um cafe pa cuskice:-p beiju, e portese bem na praxe...